Modernismo reinterpretado
Tarsila do Amaral


2026 — Um novo olhar
O diálogo com o modernismo brasileiro parte do reconhecimento de uma linguagem que transformou a maneira de representar identidade, território e cultura.
Nesta interpretação, elementos originalmente associados ao modernismo são deslocados para dentro do universo visual de Di Fêrra, onde passam a conviver com novas estruturas cromáticas, ritmos gráficos e relações espaciais.
O objetivo não é retornar ao passado, mas permitir que diferentes momentos da arte brasileira se encontrem em uma nova construção visual.
2009 — Primeiro encontro
Dezessete anos depois, o diálogo retorna.
A referência permanece, mas o olhar já não é o mesmo.
A nova obra carrega os caminhos percorridos: novas estruturas, novas camadas e uma linguagem construída ao longo dos anos.
Em 2009 nasce o primeiro diálogo com uma das imagens mais marcantes da arte brasileira. A obra deixa a superfície tradicional da pintura e ganha novas camadas através de recortes em madeira, relevos e fragmentos de tecido.
Mais do que reinterpretar uma imagem, o processo buscava compreender como memória, matéria e construção poderiam transformar uma referência histórica em uma nova experiência visual.
“Algumas imagens não terminam em uma obra. Elas continuam conversando com o artista
através do tempo.”
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